A faculdade, o tempo e a vida

Ano passado se encerrou com o término de uma longa fase da minha vida dentro do SENAI – que pretendo escrever algo depois – e iniciou uma nova longa jornada de aparentemente 4 anos, o ensino superior. Muito pensei sobre isso na minha vida e estava quase que decidido em não fazer a formação tradicional, mas como as oportunidades bateram na porta eu aceitei a ideia.
Sempre vi o ensino superior como um lugar onde idéias aconteciam, pessoas discustiam e fomentavam as possibidades. Para mim aquele espaço físico tem que ser hábitado por seres pensamentes, ser um espaço horizontal onde os argumentos transitem livremente.
Por enquanto no primeiro mês de aula, o meu ideal está bem longe da realidade. Recebi a mesma forma de tratamento que foi aplicada no ensino médio. Vocês tem que fazer isso e isso tal, tem essa bibliografia pra ler, os conceitos tem que ser passado rápido, o conteúdo é extenso e essa é a pilha de trabalho. Combina isso com 8 horas de trabalho e de repente eu me vejo numa correria danada sem saber para onde vou.
Por que isso tem que ser assim? Por que a quantidade vem sempre primeiro da qualidade. Não é melhor construir do que empilhar conceitos? O que será que é mais sólido e dura mais? O que vai mais alto com o tempo?
Onde tá a contextualização do exercício? A matemática é um sofrimento a muitos por que nunca foi mostrado aonde ela está, o aluno do ensino fundamental sabe ler uma tabela de pontuação de jogo, mas não consegue somar. Será que o ensino superior é isso também? Será que é isso o ensino?
E o tempo? As pessoas estão correndo, e sempre dizem é assim mesmo. Por que não mudamos isso então? Damos tempo, puxamos a qualidade, valorizamos o que é construido. Mas sem pressão não há construção? Cláro que há, quem não constrói com desenvolvimento é por que ta querendo subir parade onde não está realmente vivendo.
Bem eu sei que ainda é muito cedo para se firmar em uma opinião, mas está é a primeira impressão e vale o texto pela discussão sobre educação.